Já ouvi muitas vezes a expressão “vizinhos são a família mais próxima que temos”, o que me fez compreender o quanto realmente nossos vizinhos são nossa rede de apoio mais aproximada. Seja na falta de açúcar em casa, ou, como estamos vendo durante essa pandemia, ajudando nas compras.
Isso nos faz refletir sobre a importância de desenvolvermos em nossa vizinhança o senso de pertencimento e de comunidade.


Sentir que algo nos pertence e nos sentir pertencentes a algo cria em nós a noção de responsabilidade sobre manutenção, cuidado e preservação, seja em relação a um grupo de amigos, um espaço compartilhado, etc.


Assim, nos sentirmos partes integrantes de nossa vizinhança é compreender que somos corresponsáveis por ela, desenvolvendo um senso de comunidade.


Segundo uma das definições do Dicionário Online de Português:
“Comunidade s.f. – Qualidade do que é comum, que pertence a todos; paridade; comunhão, identidade. Conjunto das pessoas que habitam o mesmo lugar[…].”


Dessa forma, para que as pessoas se sintam conectadas e pertencidas é importante que elas se sintam aceitas, acolhidas e compreendam que, para além do território comum, partilham também identidades, relações, motivações e valores.


E o que isso tem a ver com mediação condominial?


Cada vez mais as pessoas têm residido ou trabalhado em grandes prédios e condomínios sem que esses sentimentos de comunidade e pertencimento sejam desenvolvidos adequadamente.
Portanto, quando falamos sobre gestão de conflitos nesse contexto, é essencial compreender o quão importante é, em nossas vidas, se sentir parte de uma comunidade a fim de propor um trabalho de resolução de conflitos que busque fortalecer e preservar as relações ali construídas, zelando pela a nossa rede de apoio mais próxima.

Texto por Ludimila Oliveira – Gestora da Mediação do Morar

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