A mediação possui vasto campo de aplicação na resolução dos conflitos, alcançando níveis consideráveis de convergência das divergências existentes entre os envolvidos.

Todo conflito sofre transformações que, quando bem administradas, podem resolver as controvérsias com a colaboração de um terceiro, imparcial, neutro, ao qual chamamos de mediador.

No âmbito cível, os conflitos de propriedade e posse podem ser solucionados pela mediação.
O exercício dos direitos que envolvem a posse e propriedade geram, inúmeras vezes, situações envolvendo o dono da coisa e o possuidor, ou seja, aquela pessoa que não é dona, proprietária do bem, mas usa da coisa como se fosse dono, exercendo todos os atos de proprietário para com essa coisa.

Nas disputas pela coisa entre proprietário e possuidor, quando o primeiro deseja defender a propriedade, recuperando do possuidor o que lhe pertence, e o segundo se opõe invocando a existência de quaisquer causas que impeçam, suspendam ou que venham a interromper por exemplo o Usucapião, os conflitos podem se arrastar anos no judiciário, esperando a decisão de um terceiro, no caso o juiz do processo.


Certo é que, uma decisão de pessoa alheia aos interesses das duas partes, não resolverá a controvérsia com uma solução que atenda ambas as parte, ao passo que a mediação com foco no protagonismo e na mútua cooperação dos envolvidos, auxilia cada um deles a criarem um caminho de resolução em conformidade com os seus interesses, economizando tempo, custos em comparação a uma ação judicial, e preservando o emocional e as relações dos conflitantes, que em algumas situações tem relação, inclusive, de parentesco.

Texto por Luciana Gomes – Gestora da Mediação do Morar

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